Promovida pelo vereador Tales de Castro, Audiência Pública reforça papel da Guarda Civil na proteção às mulheres


Ação encerrou as atividades do mês da mulher na Câmara de Aparecida de Goiânia

Câmara Municipal de Aparecida de Goiânia, 28/03/2025. Na manhã desta sexta-feira, 28,  a Câmara Municipal de Aparecida de Goiânia realizou a audiência pública “Mulher Mais Protegida – A participação da Guarda Civil Municipal no cumprimento da Lei Maria da Penha”. Proposta pelo vereador Tales de Castro, a iniciativa reuniu representantes do Poder Judiciário, da rede de proteção às mulheres, de movimentos sociais, autoridades locais e forças de segurança.

Na abertura dos trabalhos, o vereador Tales destacou o papel fundamental da GCM no enfrentamento à violência doméstica e a importância da integração entre as instituições. 

“Precisamos valorizar e fortalecer a estrutura da Guarda Civil Municipal, que tem sido linha de frente na defesa das mulheres de Aparecida”, afirmou. Ele também mencionou a parceria com a deputada federal Adriana Accorsi para viabilizar recursos destinados às patrulhas especializadas.

A mesa de abertura contou com a presença de representantes de diversos setores, como a vereadora e procuradora da mulher na Câmara de Aparecida, Camila Rosa; o vereador Almeidinha, a secretária de Políticas Públicas para as Mulheres de Aparecida, Carolina Tavares; a presidente do Conselho Municipal da Mulher, Rutileia de Sá; da capitã da PMGO, Waleska Faria dos Santos; as inspetoras Luiza Sol da GCM Goiânia e Vandiza da GCM Aparecida; o juiz de direito Vander Soares Fonseca; a representante da DEAM, Dra. Amanda Fernandes; além de representantes da deputada Adriana Accorsi, da Defensoria Pública, do Conselho Tutelar e de outras instituições da rede.

A inspetora Vandiza, coordenadora da Patrulha Guardiã Maria da Penha em Aparecida, apresentou dados da atuação local: 580 atendimentos telefônicos, 422 visitas presenciais, 28 casos de descumprimento de medidas protetivas e cinco prisões. Ela relatou situações delicadas enfrentadas pelas equipes e defendeu a ampliação do suporte às mulheres em situação de violência.

Já a comandante Sol, da Patrulha Mulher Mais Segura da GCM de Goiânia, compartilhou a experiência da capital, com mais de 5 mil mulheres atendidas desde 2018. Ela destacou o uso do botão do pânico geolocalizado, a integração com o TJGO via Projudi e a atuação direta junto às comunidades. 

“A Lei Maria da Penha é uma das legislações que mais sofrem alterações. Por isso, precisamos de formação constante e de uma rede estruturada que atue com responsabilidade e acolhimento”, pontuou.

O juiz Vander Soares Fonseca falou sobre a urgência da efetividade das medidas protetivas. 

“A assinatura do juiz não basta. O que protege é a presença das instituições junto à vítima. Não estamos aqui por estatística, estamos por vidas”, declarou. Ele também anunciou medidas administrativas para acelerar a tramitação dos processos e evitar a revitimização.

Na sequência, a professora da UEG, Flávia Valéria, apresentou dados alarmantes sobre a violência contra mulheres e meninas em Aparecida, ressaltando que a faixa etária entre 12 e 15 anos é a mais vulnerável. 

“Não se combate a violência apenas com polícia. É preciso educação, formação, acolhimento e políticas com recorte de gênero”, defendeu.

A audiência também contou com a participação de representantes do Conselho Tutelar, do movimento Agô, da Defensoria Pública e da Procuradoria da Mulher da Câmara. 

Ao final, o vereador reforçou o compromisso do Legislativo aparecidense com a causa das mulheres e com o fortalecimento da Guarda Civil Municipal.

 

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