Em visita à almoxarifado central, vereadores verificam falta de remédios

Finalizando as rodadas de visitas aos centros de saúde, os vereadores Rosildo (PP), Manoel Nascimento (DEM), Gleison Flávio (PMDB) e Leiliane Rosa (DEM) foram, na manhã desta segunda-feira, 31, até o almoxarifado central, verificar o estoque de remédios e, por fim, à secretaria de saúde, para levar ao conhecimento da secretária Vania Cristina os problemas levantados ao longo das visitas.
Segundo o vereador Nascimento, a situação observada no almoxarifado, em relação à falta de remédios, é proporcional ao que foi visto nas unidades de saúde. “Percebo que a quantidade de remédio em falta aqui no deposito é semelhante ao que verificamos na farmácia distrital”, constatou o vereador.
A coordenadora do almoxarifado, Marilei Gomes, concordou que alguns insumos e medicamentos estão em falta, como máscaras, soro oral, cateter e abocath 22 e 24, entretanto, em outros casos, afirmou tratar de uma questão de racionalização do uso.
“Por problemas relacionados ao procedimento de aquisição, alguns remédios e produtos estão em falta. Em outros, como com as máscaras, a falta se deu por erro do fornecedor, que enviou o tipo errado do produto. Mas, na maioria das questões apontadas pelos vereadores, como em relação às luvas, fita HGT (usada para medir diabetes) e esparadrapos, não é questão de estar em falta, o que temos feito é dispensar esses produtos de maneira racionalizada a cada unidade de saúde. Fizemos um levantamento dos atendimentos e da quantidade utilizada de cada item e passamos a enviá-los de maneira equilibrada, dentro do necessário para cada unidade,” explicou a coordenadora.
Questionada sobre a alta quantidade de remédios encontrados na farmácia distrital com a data de vencimento próxima, Marilei explicou que o procedimento padrão é a compra de remédios com, no mínimo, 1 ano e meio de validade.
“A regra é o remédio chegar do fornecedor com, pelo menos, 1 ano e meio de validade. Porém, há ocasiões nas quais o remédio não tem muita procura e, por isso, acaba durando mais que o previsto”, justificou.
Secretária de saúde reclama da morosidade no procedimento de compra de remédios e insumos
Por fim, os vereadores encaminharam-se até a secretaria de saúde para repassar à secretaria o que foi observado durante as visitas.
“Queremos saber onde está o gargalo na saúde pública. Nosso objetivo não é apontar culpados, e, sim, contribuir com a gestão da secretaria, até porque, como vereadores, somos uma espécie de elo entre a população e a gestão pública”, explicou o vereador Rosildo.
Primeiramente, a secretária Vânia Cristina parabenizou a iniciativa dos vereadores, classificando-a como de grande contribuição ao trabalho feito em sua pasta. Em seguida, afirmou estar ciente dos problemas enfrentados pela saúde pública de Aparecida, e apresentou documentações explicando os motivos da falta de remédios e insumos nas unidades de saúde.
“Todos sabem como são complexos os processos intrincados na aquisição desses itens de saúde. Entretanto, a morosidade não se dá por uma falta de planejamento e nem por culpa dos departamentos envolvidos. O problema está no processo licitatório, já que na licitação de vários itens de saúde, além de naturalmente levar um tempo maior, não podemos fracionar e fazer o pedido separadamente, uma vez que a lei n permite e, assim, quando um item fracassa, todo o processo é prejudicado”, lamentou a secretária.
A presidente da comissão de saúde da câmara, vereadora Leiliane, afirmou que, posteriormente a todas as visitas, será feito um relatório, para ser repassado a todos os vereadores.
“Após observamos de perto o problema da saúde, elaboraremos um relatório descrevendo tudo que foi visto para ser encaminhado aos vereadores. Contudo, de antemão, ressalto que um dos problemas da saúde em nossa cidade é o ciclo vicioso, que começa desde a falta de um atendimento básico, que forneça toda a medicação necessária, culminando no aumento de atendimentos na urgência”, averiguou Leiliane.
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