Servidores da saúde apresentam demandas durante sessão da Câmara
Representantes da categoria solicitaram apoio dos vereadores para o cumprimento do plano de carreira, pagamento de direitos e melhorias na rede pública de saúde

Câmara Municipal de Aparecida de Goiânia, 10/02/2026. Diversos servidores da saúde ocuparam as galerias da Câmara durante a Sessão Ordinária desta terça-feira, 10.
Representando os agentes de saúde, a diretora do Sindsaúde, Flaviana Alves, solicitou o apoio dos vereadores às demandas dos trabalhadores da saúde pública.
Segundo ela, a situação da área é crítica, com falta de insumos e de estrutura nas unidades, cenário que seria de conhecimento geral e impacta diretamente o atendimento à população.
Flaviana informou ainda que voltou à Câmara para tratar do descumprimento de leis, citando o plano de carreira da categoria, instituído em 2014, que, segundo ela, não vem sendo cumprido. De acordo com a representante sindical, duas progressões, no percentual de 2% cada, deixaram de ser pagas aos servidores.
A dirigente reforçou a necessidade do apoio do Poder Legislativo para que a legislação seja efetivamente cumprida. Também mencionou o piso nacional dos agentes comunitários de saúde (ACS) e dos agentes de combate às endemias (ACE), ressaltando que os recursos já foram repassados pela União e precisam ser transferidos às categorias.
Por fim, Flaviana Alves alertou que a ausência de uma solução pode resultar em paralisação da categoria, após diversas tentativas de diálogo sem avanços. Segundo ela, embora a greve não seja o caminho ideal, pode se tornar necessária.
“A categoria está cansada e conta com o apoio desta Casa”, declarou.
O vice-presidente da Câmara, vereador Rogério Almeida, afirmou que pretende firmar, juntamente com o presidente Gilsão Meu Povo, o compromisso de intermediar uma reunião da categoria com o prefeito e o secretário municipal de Saúde, com o objetivo de buscar uma solução de forma rápida.
O vereador Tales de Castro também ressaltou que estará ao lado dos servidores nesta negociação, que, segundo ele, precisa ocorrer, e reconheceu que o ano de 2025 foi difícil para a Administração Municipal, diante da situação em que a Prefeitura se encontrava.
Já o vereador Felipe Cortez destacou a questão do pagamento do adicional de insalubridade, ressaltando que se trata de um direito da categoria, e reforçou que a saúde deve ser prioridade do município.
No mesmo tom, o vereador Lipe Gomes lamentou a situação extrema que pode levar a uma greve e avaliou que o Poder Executivo tem feito pouco pela categoria. O parlamentar também destacou a ausência de uma lista clara de prioridades do município e o baixo investimento nos servidores.
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