Vereadora Cybelle Tristão propõe CEI para investigar secretaria de assistência social

Durante sessão ordinária desta terça-feira, 15, a vereadora delegada Dra. Cybelle Tristão (PSDB) propôs a Instauração de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para investigar a secretaria de assistência social.
Demonstrando indignação, a vereadora trouxe à tona a suposta perseguição cometida pelo secretário de assistência social, José Ribamar, com a superintendente da mulher, Adriana Silveira, que é subordinada a assistência social, a qual teve seu cargo colocado em disposição pelo secretário por não concordar com a prestação de contas feita pela secretaria.
“Não estou pedido clemência à servidora, mas, sim, buscando esclarecimentos sobre o que está acontecendo na secretaria”, explicou Cybelle Tristão.
A convite do vereador William Ludovico, a servidora fez uso do púlpito para esclarecer a situação. Adriana Silveira contou que, por não compactuar com ações da secretaria, teve seu cargo colocado a disposição. “Não concordava com as ações da prestação de contas, e por isso me abstive de votar, contra ou a favor, por achar que não estava dentro do que considero correto”, contou.
Em seguida, Adriana deu exemplos do motivo de não ter votado a prestação de contas. “Não votei por não concordar com algumas ações que para mim vão contra a ética, como, por exemplo, o fato de existirem verbas que seriam voltadas para assistência social sendo aplicadas em outras situações, como no restaurante popular, que já possui uma verba específica pra ele”, denunciou Adriana Silveira.
A servidora também narrou que, após esse episódio, o secretário pediu pra avisá-la que não queria mais seus serviços na secretaria e que, desde então, não sabe qual é sua situação, uma vez que não foi enviado ato formal colocando seu cargo em disponibilidade. O que ocorreu, segundo Adriana, foi apenas uma notificação realizada por terceiro afirmando que era pra ela procurar o prefeito.
“Me senti exposta e ofendida pelo secretário diante dos demais funcionários da secretaria. Não sei nem dizer se estou desempregada ou em outro departamento”, lamentou a servidora Adriana.
O vereador William Ludovico explicou que, feita a denúncia, o papel da câmara é buscar explicações e apurar se realmente irregularidades vem acontecendo na secretaria, por meio da comissão especial de inquérito. Porém, já em relação ao cargo da servidora, por ser função de confiança, não compete à Câmara Municipal deliberar sobre o fato de a servidora ter sido colocada em disponibilidade.
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